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Entra em campo o time do governo de Mario Monti

São 17 os ministros: 12 com pasta (entre os quais o de Economia, do qual o primeiro ministro se ocupará como interiono), e cinco sem pasta. Três mulheres integram o quadro.

Os ministros com pasta:

Antonio Catricalà, sub-secretário na Presidência do Conselho de Ministros. (Catanzaro, 7 fevereiro de 1952). Jurista, formado em direito, em Roma, leciona na Universidade Luiss Guido Carli, a disciplina de Direito dos consumidores. Retorna ao Palazzo Chigi, onde foi secretário geral da Presidência do Conselho de Ministros.

Giulio Terzi di Sant’Agata, ministro de Relações Exteriores. (Bergamo, 9 de junho de 1946). Formado em Direito, em Milão, onde se especializou em direito internacional. Embaixador em Washington, desde outubro de 2009; embaixador da Itália em Israel, de 2002 a 2004. De 20 de agosto de 2008 a 30 de setembro de 2009, foi representante italiano permanente na ONU.

Anna Maria Cancellieri, ministra do Interior. (Roma, 1943). Pela segunda vez desde 1861, uma mulher ocupa uma poltrona de ministro do Interior, na Itália. A primeira foi Rosa Russo Iervolino. Jornalista, é formada em ciências políticas. Iniciou sua carreira no ministério do Interior, em 1972.

Paola Severino, ministra da Justiça. Uma das mais renomadas juristas italianas, leciona na Universidade Luiss Guido Carli, em Roma. É formada em direito pela Universidade dos Estudos de Roma La Sapienza. De 30 de julho de 1997 a 30 julho de 2001, desenvolveu o encargo de vice-presidente do Conselho da Magistratura Militar.

Giampaolo Di Paola, ministro da Defesa. Ingressou na Academia naval italiana, em 1963, atualmente é presidente do Comitê militar da Nato. Em 2004, foi nomeado chefe do Estado Maior da Defesa, posto através do qual coordenou a planificação de todas as mais recentes missões internacionai da Itália, como ao Iraque e ao Afeganistão. Atualmente, se encontra em Kabul, em missão.

Corrado Passera, ministro de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura e Transportes. (Como, 1954). Considerado o “super-ministro” do governo Monti, é formado na Universidade Bocconi, e tem mestrado em Administração de Negócios, na Wharton School di Philadelphia (USA). É membro do Conselho de Administração da Universidade de Bocconi e da Fundação Teatro alla Scala. Conselheiro e membro do Comitê Executivo da ABI – Associação Bancária Italiana; do Conselho Geral da Fundação Cini de Veneza e do Business Council del World Economic Fórum de Genebra. Conselheiro delegado e chefe executivo oficial do grupo bancário Intesa Sanpaolo, desde janeiro de 2007.

Mario Catania, ministro da Agricultura. (Roma, 1952). É formado em Direito, pela Universidade Sapienza de Roma. Iniciou sua carreira no Ministério da Agricultura, em 1978. Desde novembro de 2009, é chefe do departamento de políticas européias e internacionais.

Corrado Clini, ministro do Meio Ambiente. É diretor geral do ministério e médico cirurgião especializado em Medicina do Trabalho. Atua como dirigente no ministério desde 1990, tendo já assumido diversos encargos institucionais. É colaborador de universidades italianas, da Agência Européia do Ambiente e da ONU; participou da elaboração do “Plano pela redução das emissões de gases de efeito estufa. É autor de cerca de 40 publicações científicas.

Elsa Fornero, ministra do Trabalho e Políticas Sociais. Docente de Economia na Universidade de Torino, é chefe do Cerp - Center for research on pensions and welfare policies -, um dos maiores centros de estudo sobre o estado social na Itália e na Europa. Tem 63 anos. Foi aluna de Onorato Castellino, economista e expert em previdência morto em 2007. É vice-presidente do Conselho de monitoramento do grupo bancário Intesa Sanpaolo e componente do Núcleo de valorização sobre a despesa previdenciária junto ao ministério do Trabalho.

Francesco Profumo, ministro de Instrução, Universidade e Pesquisa. De 2005 a 2011 foi reitor no Politécnico de Torino. Teve seu nome, na primavera passada, ventilado como candidato à prefeitura de Torino. Desde 13 de agosto, é presidente do Conselho nacional de Pesquisa. Tem 58 anos, iniciou sua carreira em 1978, na Ansaldo di Genova. De 2003 a 2005, presidiu a primeira faculdade de Engenharia do Politécnico de Torino. A sua carreira é toda acadêmica.

Lorenzo Ornaghi, ministro de Bens culturais. (Monza, 25 de outubro de 1948). É desde novembro de 2002, reitor da Universidade Católica “del Sacro Cuore”, onde obteve a láurea em Ciências Políticas, em 1972, e onde, desde 1990, é titular da cátedra de ciências políticas. Em 2005, recebeu a “laurea honoris causa” em Direito, conferida pela Universidade Católica Pazmany Peter de Budapeste.

Renato Balduzzi, ministro da Saúde. (Voghera, 1955). Diretor da Agência nacional para os serviços sanitários regionais (Agenas). É formado em Direito em Gênova. De 2002 a 2009, foi presidente nacional do Movimento eclesiástico de empenho cultural (Meic, já Movimento Laureati di Azione Cattolica). Atualmente, é componente, pela Itália, do European Liaison Committee di Pax Romana-Miic (Mouvement international des intellectuels catholiques) - Icmica (International Catholic Mouvement for Intellectual and Cultural Affairs).

 As funções do ministro de Economia serão exercidas, interinamente, pelo próprio primeiro ministro Mario Monti, ex-comis~´ario europeu e presidente da Universidade Bocconi.

Ministros sem pasta:

Enzo Moavero Milanesi, ministro de Negócios europeus. É Advogado com 57 anos, formado na Universidade Sapienza, em 1977, é especializado em anti-trust, foi, em 2006, diretor geral do “Bureau of European Policy Advisors” da Comissão Européia.

Fabrizio Barca, ministro de Coesão territorial. É diretor geral junto ao ministério da Economia. Tem 59 anos, é formado em Ciências estatísticas e demográficas na Universidade de Roma. Possui mestrado de “Philosophy em Economia” na Universidade de Cambridge.

Piero Giarda, ministro de Relações com o Parlamento. Formado em economia e comércio na Universidade Católica de Milão, em 1962, onde ensinou, de 1976 a 2001, a disciplina de Ciência das Finanças. Foi, também, professor na Universidade dos Estudos da Calábria, de 1972 a 1975. É, atualmente, responsável pelo laboratório de Análise monetária da Universidade Católica.  Desenvolveu atividades de consultoria à presidência do Conselho de ministros das Finanças. Foi sub-secretário de Estado no ministério do Tesouro, de 1995 a 2001.

Piero Gnudi, ministro do Turismo e Esportes. (Bologna, 1938). Formado em economia e comércio em Bologna, é um dirigente de empresa italiano, ex-presidente da sociedade Enel. É membro diretivo da Cofindustria, e conselheiro da administração de empresas como Unicredit, Astaldi e "Il Sole 24 Ore". 

Andrea Riccardi, ministro da Integração. É professor de História contemporânea na Universidade Roma Ter. Idealizador e fundador, em 1968, da Comunidade de Santo Egídio: fé, empenho pela paz e o diálogo inter-religioso e entre os povos, projetos de desenvolvimento para o Sul do mundo. Teve importante papel como mediador da paz em Moçambique, Guatemala, Costa d’Avorio. A revista “Time” o incluiu entre os “modernos heróis da Europa”, em 2003.