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Storie di Famiglia   
130 anos da chegada da Família De Luca no Brasil [pt]
quinta-feira - 24/06/2010

Dia 18 de julho a Família De Luca realiza, em Criciúma, um encontro histórico. Celebra os 130 anos da chegada da família ao Brasil, os 10 anos da Associação dos descendentes da Família e, pela primeira, vez recebe primos argentinos, todos originários de um pequeno povoado chamado Osigo, na município de Fregona Itália.

Paolo De Luca nasceu em 27 de abril de 1836. Vivia na Parocchia d'Osigo, cujo padroeiro é São Jorge, Comuna de Fregona, Distretto di Vitório-Veneto, Província di Treviso, Regno d'Itália, no início do século XIX. Era filho de Antonio De Luca e Augusta Polesol.

A Itália vivia momentos de grande crise econômica, onde grassava a cólera e as pessoas morriam de “pelagra” doença associada a fome. Paolo era casado com Augusta Furlan que faleceu em 1878. Viúvo com 6 filhos,decidiu emigrar.

No dia seis de novembro de 1879, recebeu do Pároco de Osigo, D. Pietro Dall' Asta um documento com a relação dos filhos, constantes nos livros da Parocchia, isto é: o Stato De La Famiglia De Luca. Na cópia fiel o sobrenome é escrito ora com um "c", ora com dois, "cc". De Luca ou De Lucca. E vai ser sempre assim em todos os documentos posteriores de sua descendência.

Filhos de Paolo De Luca e Augusta Furlan, , vindos com ele para o Brasil, na mesma viagem:

1. Antônio - nato il 16.06.1860, com 20 anos, casou com Chiara Serafim

2. Elizabeta - nato il 16.06.1865, com 15 anos, casou com João Boteon,

3. Felice - nato il 25.04.1870, com 10 anos, casou com Teresa Pierini, Betina Remor e Rosa Tinelli.

4. Celeste - nato il 29.03.1872, com 08 anos, casou com Luigia dal Pont

5. Luigi - nato il 29.05.1874, com 06 anos, casou com Ângela Gritti

6. Rosa - nato il 20.10.1876, com 04 anos, casou com Giovani Thomé

Montados em burros, abrindo picadas, os imigrantes chegam ao Vale do Araranguá, acampam as margens do rio Cresciúma e iniciaram a construção das primeiras casas. Moradias simples, de madeira, sem divisões internas, feitas rapidamente para abrigar a família. Eram todos italianos, falavam o dialeto natal, a viagem consolidara laços de amizade, que duraram décadas. A grande diferença foi que aqui encontraram terra fértil, longe das guerras e da perseguição real. Cobriram as moradias com folhas de palmeira tecidas. Ergueram de imediato uma capela para ter onde fazer suas preces.

A Família De Luca uniu-se em matrimônio com todas as famílias italianas, mais constantemente com as famílias Serafim, Dal Pont, Benedet, Maccarini, Zanette, Casagrande, Rizzieri, Peruchi, Dario, Pizzeti, Milanese.Temos a felicidade de contar estes famílias em nossa associação.

Construímos escolas, igrejas e hospitais; fundamos povoados e cidades. Produzimos alimentos, máquinas, pisos e azulejos, roupas masculinas e femininas, moda social e de trabalho. Praticamos o comércio, prestamos serviços em medicina, educação, seguro, pesquisa, mecânica, e nos mais variados setores.

Os encontros são para lembrar, agradecer, pedir perdão e perdoar nossos antepassados proporcionando cura para muitas famílias e como diz nossa presidente: “Unidos somos mais felizes”.

Queremos honrar nossas ancestrais e preparar as futuras gerações para continuar construindo este país, acreditando no bem, na ética e no próximo.

“Morre-se definitivamente, quando morre a última pessoa que se lembra de nós. Estaremos vivos enquanto existir alguém que lembra nosso nome”.

A Associação é entidade reconhecida de utilidade pública, tem CNPJ, publica um jornal semestral e promove encontros anuais.

Derlei Catarina De Luca
derlei.catarina@gmail.com 






Redação revista eletrônica Oriundi

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Comentários anteriores sobre esta matéria
04/09/10 17:30:30
ORLANDO DETTONI - orlando_6423@hotmail.com - 30/07/10 09:52:52
ESSA REPORTAGEM SOBRE A IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA DE LUCA, DESCRITA RESUMIDAMENTE POR DERLEI.CATARINA@GMAIL.COM, É MUITO PARECIDA COM OUTRAS FAMILIAS ITALIANAS QUE VIERAM AO BRASIL NAQUELE ÉPOCA DE TERRIVEIS CRISES NA ITALIA. ABANDONARAM SEU PAÍS, SEUS COSTUMES, SEUS AMIGOS, COLOCANDO ACIMA DE TUDO A CONTINUAÇÃO DA PRÓPRIA VIDA JUNTO COM A FAMÍLIA. ERA UM PERÍODO EM QUE DIZIAM " NO PAÍS ONDE SE CULTIVA O TRIGO, MAS NÃO SE PODE COMER DA FARINHA, ONDE SE CULTIVA A VINHA E NÃO SE PODE BEBER DO VINHO, ESTAMOS A MORRER DE FOME". AQUI ENCONTRARAM TERRA FÉRTIL, E COM TRABALHO, MUITO TRABALHO, CONSTRUIRAM AS CIDADES E COMUNIDADES MAIS DESENVILVIDAS DO BRASIL. O IMIGRANTE ITALIANO, ESTÁ DE PARABÉNS. A MAIORIA DAS GRANDES TRANSFORMAÇÕES ECONÔMICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DO BRASIL, SÃO DEVIDAS PELOS IMIGRANTES ITALIANOS, QUE AQUI CHEGERAM, BEM POBRES, INSTALARAM-SE NOS LOCAIS MAIS INÓSPITOS, MONTANHOSOS, DO NOSSO PAÍS, E CONTRUÍRAM MARAVILHAS. VIVA OS ITALIANOS E TODOS OS SEUS DESCENDENTES BRASILEIROS.
ORLANDO DETTONI - orlando_6423@hotmail.com - 30/07/10 09:47:47
ESSA REPORTAGEM SOBRE A IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA DE LUCA, DESCRITA RESUMIDAMENTE POR DERLEI.CATARINA@GMAIL.COM, É MUITO PARECIDA COM OUTRAS FAMILIAS ITALIANAS QUE VIERAM AO BRASIL NAQUELE ÉPOCA DE TERRIVEIS CRISES NA INTALIA. ABANDONARAM SEU PAÍS, SEUS COSTUMES, SEUS AMIGOS, COLOCANDO ACIMA DE TUDO A CONTINUAÇÃO DA PRÓPRIA VIDA JUNTO COM A FAMÍLIA. ERA UMA PERÍODO EM QUE DIZIAM " NO PAÍS ONDE SE CULTIVA O TRIGO, MAS NÃO SE PODE COMER DA FARINHA, ONDE SE CULTIVA A VINHA E NÃO SE PODE BEBER DO VINHO, ESTAMOS A MORRER DE FOME". AQUI ENCONTRARAM TERRA FÉRTIL, E COM TRABALHO, MUITO TRABALHO, CONSTRUIRAM AS CIDADES E COMUNICDADES MAIS DESENVILVIDAS DO BRASIL. O IMIGRANTE ITALIANO, ESTÁ DE PARABÉNS. A MAIORIA DAS GRANDES TRANSFORMAÇÕES ECONÔMICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DO BRASIL, SÃO DEVIDAS AOS IMIGRANTES ITALIANO, QUE AQUI CHEGERAM, BEM POBRES, INSTALARAM-SE NOS LOCAIS MAIS INÓSPITOS, MONTANHOSOS, DO NOSSO PAÍS, E CONTRUÍRAM MARAVILHAS. VIVA OS ITALIANOS E SEUS DESCENDENTES BRASILEIROS.
Edson Beraldo - beraldo@familiaberaldo.com.br - 17/07/10 09:21:21
Parabéns Derlei por sua história, é muito bonita e similar à de muitas famílias italianas que aqui chegaram em busca de novas oportunidades para seus filhos, graças a estes corajosos imigrantes que aqui estamos contando suas histórias e lhes rendendo homenagens. Sucesso!