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Corea del Nord: fame, violenza e abusi contro i diritti umani [it][pt]
terça-feira - 13/04/2010

La Corea del Nord è uno dei paesi con la peggiore situazione dei diritti umani al mondo
Il Parlamento Europeu  manderà una delegazione a giugno
 
 
La Corea del nord assurge agli onori della cronaca internazionale solo quando minaccia nuovi test nucleari. Ma la situazione dei 23 milioni di cittadini che subiscono abusi e violenze dal regime di Pyongyang preoccupa i deputati europei, che settimana scorsa hanno discusso con alcuni esperti le possibili misure internazionali, sulla base della recente risoluzione del Consiglio per i diritti umani dell'ONU.

"La questione nucleare domina spesso il dibattito e tendiamo a sacrificare i diritti umani, il che è fondamentalmente sbagliato", dice Ana Gomes, socialista, portoghese, durante l'audizione organizzata settimana scorsa dalla sotto-commissione per i diritti umani del Parlamento per analizzare il report del prof. Vitit Muntarbhorn, adottato dal Consiglio per i Diritti umani dell'ONU il 25 maggio.

All'incontro ha partecipato anche l'inviato speciale USA per la Corea del Nord Robert R. King, che ha definito il regime di Pyongyang "uno dei peggiori al mondo" in termini di abusi contro i diritti umani.

"Se dici una parola sbagliata sei finito"

E' difficile avere notizie precise su cosa accade nel paese, a causa della quasi inacessibilità agli stranieri. Ma i racconti dei rifugiati offrono uno spaccato dell'orrore quotidiano: lavori forzati, repressione politica e religiosa, traffico di esseri umani, torture, stupri, assassinii...

Shin Dong-hyuk, 28 anni, oggi rifugiato in Corea del Sud, è nato e ha trascorso i primi 24 anni della sua vita in un campo di lavoro per presunti oppositori politici. Nel 2005 è riuscito a fuggire, e ora racconta: "Le persone non hanno più un'identità, né diritto a parlare, a mangiare, a spostarsi. L'esecuzione è assicurata alla prima parola sbagliata. E tutti sono obbligati a lavorare nelle miniere fino a sera, anche i malati".  Secondo la presidente della sotto-commissione Heidi Hautala, verde finlandese, oltre un milione di persone hanno trovato la morte nei campi.

La Corea del Nord: mappa geopolitica

Un altro problema di dimensioni spaventose è la fame. "Il Programma Alimentare delle Nazioni Unite nel 2008 ha stimato che il 40% della popolazione potrebbe essere colpita dalla scarsità alimentare e avrà bisogno di assistenza nei prossimi anni", spiega Hannah Song dell'ONG "Libertà in Corea del Nord".

Che cosa può fare l'UE

I parlamentari hanno discusso possibili misure di aiuto al popolo coreano. Fra le soluzioni, aumentare le informazioni disponibili, facilitare le condizioni di ammissioni dei rifugiati, istituire una commissione d'inchiesta ONU sui crimini contro l'umanità.

L'UE dovrebbe anche rafforzare il dialogo politico, andando "al di là delle questioni marittime. "Serve una cooperazione" globale" - dice László Tőkés, popolare rumeno, ricordando che "gli USA sono il partner più importante".

E alcuni deputati propongono la creazione di una task-force europea incaricata di monitorare la situazione e "prepararsi alla caduta del regime". Tutti favorevoli all'approvazione di una risoluzione parlamentare che denunci la situazione. Mentre una delegazione di parlamentari si appresta a visitare il Paese in giugno.



Coréia do Norte: fome, violência e abuso contra os direitos humanos [

Em 2008, o Programa Alimentar Mundial previa que 40% da população passaria a necessitar de auxílio
"… uma das piores situações de violação dos direitos humanos em todo o mundo" 
 
As notícias sobre a Coreia do Norte estão geralmente relacionadas com o programa nuclear do país. No entanto, os cerca de 23 milhões de norte-coreanos vivem quase completamente controlados pelo Estado e sujeitos a violações regulares dos seus direitos. No dia 7 de Abril, diversos eurodeputados e peritos debateram a questão numa audição realizada no Parlamento Europeu, à luz da recente Resolução do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

"Estamos demasiado absorvidos pela questão nuclear", lamentou a eurodeputada portuguesa Ana Gomes (Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas), "em detrimento da questão dos direitos humanos, o que está profundamente errado", acrescentou, durante uma audição na subcomissão parlamentar dos Direitos Humanos.

De acordo com Robert R. King, enviado especial dos EUA para os direitos humanos na Coreia do Norte, "trata-se de uma das piores situações de violação dos direitos humanos em todo o mundo".

Violações e fome

Trabalho forçado, repressão política, restrições à prática religiosa, tráfico de pessoas, tortura e assassinatos foram apenas algumas das violações dos direitos humanos referidas pelos participantes durante a audição. Apesar da dificuldade em avaliar a situação no país, devido à inacessibilidade de estrangeiros, as histórias relatadas por refugiados testemunham situações terríveis.

O refugiado Shin Dong-hyuk nasceu e passou os primeiros 24 anos da sua existência num campo político destinado a pessoas que praticaram actos anti-nacionais. De acordo com Shin Dong-hyuk as pessoas não têm identidade, não têm direito de expressão, de movimento, não podem comer, trabalham em minas o dia inteiro, mesmo doentes, e para a execução basta uma palavra errada.

A eurodeputada finlandesa Heidi Hautala (Verdes/ALE) referiu que o número de mortos nestes campos pode ascender a um milhão.

"Em 2008, o Programa Alimentar Mundial previa que 40% da população viesse a necessitar de auxílio durante os próximos anos", alertou Hannah Song, da Organização Não Governamental Liberty in North Korea.

Propostas

Melhorar a informação disponível junto do povo da Coreia do Norte, melhorar as condições dos refugiados, criar uma comissão de inquérito na ONU para averiguação de crimes cometidos contra a humanidade, aumento de oportunidades de diálogo por parte da União Europeia e a adoção de uma posição comum da UE – que se resume atualmente às questões marítimas – foram algumas das propostas apresentadas pelos participantes.

"Necessitamos de uma cooperação global", defendeu por sua vez o eurodeputado romeno László Tőkés (Grupo do Partido Popular Europeu), e "os Estados Unidos da América são o aliado mais importante".

O eurodeputado polaco Janusz Zemke (Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas) sugeriu uma representação conjunta composta por 5 ou 6 países para avaliar a situação e alertou para a importância de garantir que a comunidade internacional está preparada para o período que se seguir ao colapso do regime.

Durante a audição, diversos eurodeputados defenderam a adoção de uma resolução pelo Parlamento Europeu.


Redação revista eletrônica Oriundi


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