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União Europeia vê o programa Ciência sem Fronteiras como grande oportunidade de ampliar a cooperação em C&T com o Brasil [pt]
Venerdì - 16/09/2011

 Existem vários meios e mecanismos que possibilitam ampliar as oportunidades de apoio à pesquisa e de cooperação em Ciência e Tecnologia entre pesquisadores brasileiros e europeus. Essa foi uma das conclusões do seminário Brasil-União Européia: oportunidades e perspectivas de cooperação, que o CNPq, a Delegação da União Europeia em Brasília e o Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) promoveram nesta quarta-feira (14) na sede do CNPq, em Brasília.

 A estrutura e a gestão do ERC, que tem sede em Bruxelas, na Bélgica, foram apresentadas pelos professores Tereza Lago, da Escola de Ciências da Universidade do Porto, de Portugal, e Antônio Coutinho, do Instituto Gulbenkian de Ciência e também membro do comitê de avaliação do ERC. As diversas ações do CNPq no apoio à pesquisa e formação de recursos humanos foram mostradas pelo diretor de Cooperação Institucional, Manoel Barral Netto, pelo diretor de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais, Guilherme Sales Soares Melo, e pelo diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde, Paulo Sergio Lacerda Beirão.

 Segundo Tereza Lago, o ERC apóia financeiramente projetos de estudo de pesquisadores do mundo todo e em todas as áreas, pois uma das suas vertentes de atuação é fortalecer a mobilidade e a internacionalização do conhecimento de fronteira.

Na sua opinião, a ciência brasileira está muito avançada, tem reconhecimento internacional e com o lançamento do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) a aproximação de pesquisadores brasileiros e europeus e praticamente obrigatória no mundo globalizado de hoje. A professora informou que o ERC apoio mais de 2200 projetos de pesquisa com bolsas de 2007 até este ano, com um orçamento de 7,5 bilhões de euros e que a taxa de sucesso desses projetos é de 11%. Para a instituição o importante é apoiar projetos e encorajar os profissionais e não apenas aplicar recursos naqueles que tenham um grande percentual de resultado positivo.

 Coutinho também salientou que “ciência e uma obra coletiva e que não tem nacionalidade”, portanto, a aproximação entre o CsF e o ERC é perfeitamente possível. De acordo com sua observação, os cientistas europeus enfrentam problemas em comuns com os brasileiros, como a burocracia, por exemplo. Assim, ele acredita que o estreitamento e a troca de experiência entre o ERC e o CNPq trará resultados positivos para ambas instituições.

A Delegação da União Europeia em Brasília deverá intermediar as conversações entre CNPq e o ERC para que haja um fortalecimento de relações e intercâmbio de experiências entre ambas entidades, tendo o CsF como uma das balizas.






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