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Projeto de chef italiano aproveitará excesso de comida da Rio 2016

Projeto criado por chef italiano Massimo Bottura prevê que o excedente de comida das Vilas Olímpicas na Rio 2016 sejam recuperados e transformados em pratos nutritivos para serem distribuídos a comunidades carentes.
 
Iniciativa foi apresentada na sexta-feira (8) em Roma na presença do chefe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

Todos os anos, um terço da produção mundial de alimentos é desperdiçado no mundo, o que provoca a perda simultânea de outros recursos gastos na produção — como água, solo, insumos agrícolas, ração.
 
O impacto ambiental do desperdício é enorme: um estudo recente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) calculou que, caso fosse considerado um país, o desperdício global de comida seria o terceiro maior emissor de gases poluentes do mundo. Além disso, um terço de todo o solo cultivado produz alimentos que nunca serão comidos.
 
A boa notícia é que iniciativas para combater essa tendência estão proliferando no nível global. Entre elas está o projeto “Reffetto-Rio”, uma iniciativa apresentada em Roma na sexta-feira (8) na presença do diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e do ministro de Agricultura da Itália, Maurizio Martina.
 
Graças ao projeto, o excedente de comida das Vilas Olímpicas dos Jogos Rio 2016 será recuperado e transformado em pratos nutritivos para serem distribuídos a comunidades carentes. Também serão dadas aulas de culinária e nutrição para jovens do projeto que reúne voluntários e 45 chefs de todo o mundo.
 
A iniciativa foi criada por Massimo Bottura, um chefe internacionalmente conhecido e fundador da organização “Food for Soul”, e por David Hertz, presidente e fundador da organização “Gastromotiva”.
 
O “Refetto-Rio” é inspirado na experiência do “Refettorio Ambrosiano”, projeto que Bottura lançou durante uma exposição internacional em Milão no ano passado que recolheu comida excedente para transformá-la em pratos nutritivos para os mais pobres e sem-teto.
 
Ainda ativo, o “Refettorio Ambrosiano” reuniu centenas de voluntários e cozinheiros de todo o mundo e permitiu que mais de 15 toneladas de comida fossem reaproveitadas.
 
“É uma boa prática que pode ser replicada em todo lugar, e será replicada nas Olimpíadas do Rio”, disse o ministro da Agricultura italiano. “Esse tipo de exemplo pode se tornar tendência cotidiana. Todos precisam fazer sua parte para um mundo com zero desperdício de comida e fome zero”.
 
Graziano, da FAO, enfatizou o importante papel dos chefs de cozinha e das organizações gastronômicas, assim como do esporte, para acabar com a fome e melhorar a nutrição no mundo. “Cada cidadão pode contribuir”, acrescentou. (ONUBR)
 



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