Por que dizemos in bocca al lupo?
Dizemos em italiano "In bocca al lupo" (boa sorte) como um desejo de boa sorte, quando alguém enfrenta um desafio difícil ou arriscado. Segundo a tradição, a resposta é "Crepi!" (ou, mais modernamente, "Viva il lupo") para afastar o perigo e o azar.
Essa fórmula parece ter origens muito antigas, surgindo como um desejo supersticioso de caçadores que iam caçar na floresta. Sua resposta era "crepi il lupo" (o lobo deve morrer).
A frase ritualística tinha, portanto, a intenção de afastar o perigo.
“In bocca al lupo” (na boca do lobo) é a maneira mais comum de dizer “boa sorte” em italiano. Por exemplo, antes de uma competição, uma entrevista ou um exame. A origem do ditado é incerta, mas as explicações mais plausíveis o ligam ao mundo da caça, à Veneza marítima e até mesmo à língua grega.
No contexto da caça, desejar que um caçador terminasse “In bocca al lupo” evocava simbolicamente o perigo para exorcizá-lo, enquanto a resposta “crepi” (que o lobo morra) era uma forma de “matar” o próprio risco. Nos contos de fadas e na tradição medieval, o lobo representava uma ameaça e um perigo.
Alternativamente, em Veneza, a “bocca del lupo” (boca do lobo) era a abertura onde os navios deixavam seus documentos de carga: chegar lá significava ter completado a viagem sã e salva.
Finalmente, alguns estudiosos conectam a expressão ao grego “Émbaine álupon”, que significa “ tome um caminho seguro”, ao qual a resposta era “Chrê” (“Eu preciso disso”), que com o tempo se tornou o nosso “crepi!”. Ou, na versão mais moderna, “Viva Il luppo”. Hoje, o ditado permanece vivo como um desejo simbólico, distante de perigos reais, mas impregnado de história e curiosidade.

Escultura de bronze conhecida como Loba Capitolina, símbolo icônico da fundação de Roma.
Entre as hipóteses sobre a interpretação de “In bocca al luppo, existe uma menos conhecida, que diz respeito ao comportamento da mãe dos filhotes de lobo, que os carrega para um local seguro, levando-os na boca. Essa teoria remete à famosa lenda dos fundadores de Roma, Rômulo e Remo, cuja tradição, teriam sido resgatados por uma loba que os carregava pela boca para protegê-los e levá-los a um lugar seguro.
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