UIL

Morre Michele Schiavone, a voz dos italianos no exterior

Fabio Porta (PD), deputado italiano eleito pela América do Sul, lamentou a morte do correligionário.

Michele Schiavone, Secretário-geral do Conselho Geral dos Italianos no Exterior (CGIE), o órgão consultivo do Parlamento italiano em questões de interesse dos italianos residentes no estrangeiro, faleceu neste sábado (30/03), após lutar contra uma longa doença.

Nascido em Fasano (Brindisi), na Puglia, em 18 de abril de 1960, filho de emigrantes italianos, Schiavone mudou-se ainda jovem para a Suíça onde, a par dos estudos e do trabalho, desenvolveu atividade social, cultural e política, representando as comunidades italianas no mundo. Sindicalista, foi militante do PCI e depois presidente da federação suíça do Partido Democrático.

Foi eleito Secretário-geral do CGIE em 2016, do qual era membro desde 2004, sendo reconduzido ao cargo em junho de 2023. 

A notícia trouxe dor ao mundo da política. Fabio Porta (PD), deputado italiano eleito pela América do Sul, foi um dos primeiros a lamentar o falecimento. 

"Uma voz inconfundível, a de Michele Schiavone; sobretudo, uma voz incessante em defesa dos direitos dos italianos no exterior, de todas as comunidades emigrantes do mundo, qualquer que seja a geração ou o país de destino. Isso foi Michele Schiavone para os italianos do mundo; apesar das poucas forças que lhe restavam devido à sua longa doença, Michele exerceu o seu compromisso como Secretário Geral do CGIE, órgão máximo de representação dos italianos no estrangeiro, até ao fim “com dignidade e honra” e com grande paixão. Para mim, em todos os meus anos de mandato parlamentar, Michele representou uma referência certa e apaixonada; ele nunca se esquivou de nenhum pedido vindo de nossa grande comunidade, mesmo da distante América do Sul. Ele era particularmente ligado ao Brasil, onde visitou diversas vezes seus parentes. Durante a pandemia foi a principal voz de milhões de italianos em dificuldade. A sua história pessoal e política estão íntima e naturalmente ligadas, e este é talvez o legado mais bonito para todos nós: transformar as ansiedades e esperanças da vida quotidiana em compromisso político, transformando-as em compromisso militante e num programa de trabalho. Ciao, Michele!"