UIL

A fila da cidadania nos Consulados Italianos no Brasil *

“Insustentável e injustificável”: assim o COMITES de São Paulo definiu o perdurar da situação da “fila da cidadania” encontrada nos Consulados Italianos no Brasil.
Insustentável, porque o número de cidadanias restante é muito mais de meio milhão e porque há anos se aguardam respostas sérias e incisivas da parte das autoridades italianas aos cidadãos que estão simplesmente solicitando o reconhecimento de um direito seu.

Injustificável, porque é certo que o Brasil é o país com o maior número de oriundos do mundo, e porque é certo que aqui se concentram quase 70 por cento desses pedidos em todo o mundo.

Não é, portanto, mais prorrogável uma resposta a esse problema. Vinte mil assinaturas, recolhidas em poucos meses em todo o Brasil, são só a “Ponta do Iceberg” de um incômodo destinado a crescer.

Não apontamos o dedo contra ninguém, pelo contrário, colocamos à disposição uma série de propostas e as mesmas estruturas dos Patronatos e das nossas Associações para atacar desde a raiz o problema.

Aos Consulados, Embaixada, Governo e Parlamento pedimos só um esforço de compreensão e uma maior responsabilidade no sentido dos respectivos deveres destas instituições.

Por detrás da “fila da cidadania”, na realidade, há a solução do problema de inadequação da nossa rede Consular na América do Sul, longe daquele mínimo de eficiência que se pediria para a representação diplomática da maior colônia estrangeira nesses países e da potencialidade de desenvolvimento das relações culturais e comerciais entre a Itália e esse Continente.

* Fabio Porta é sociólogo e presidente no Brasil da UIL - Unione Italiana del Lavoro – www.fabioporta.com

La fila della cittadinanza presso i Consolati italiani in Brasile

Insostenibile e ingiustifi cabile: così il Comites di San Paolo ha defi nito il perdurare della situazione della “fila della cittadinanza” presso i Consolati italiani in Brasile.

Insostenibile, perché il numero di cittadinanze giacenti è ben oltre il mezzo milione e perché da anni si attendono risposte serie e incisive da parte delle autorità italiane a cittadini che stanno semplicemente chiedendo il riconoscimento di un loro diritto.

Ingiustifi cabile, perché è proprio il Brasile il Paese con il più alto numero di ‘oriundi’ al mondo e perché proprio qui si concentra quasi il 70 per cento di queste domande in tutto il mondo.

Non è quindi più prorogabile una risposta a questo problema. Ventimila fi rme raccolte in pochi mesi in tutto il Brasile sono solo la ‘punta di iceberg’ di un disagio destinato a crescere.

Non puntiamo il dito contro nessuno; anzi, al contrario, mettiamo a disposizione una serie di proposte e le stesse strutture dei patronati e delle nostre associazioni per affrontare alla radice il problema.

A Consolati, Ambasciate, Governo e Parlamento chiediamo solo uno sforzo di comprensione e una maggiore responsabilità verso i rispettivi compiti di queste istituzioni.

Dietro la ‘fila della cittadinanza’ infatti c’è la soluzione del problema dell’inadeguatezza della nostra rete consolare in Sudamerica, lontana da quel minimo di effi cienza che si richiederebbe alla rappresentanza diplomatica della maggiore colonia straniera in questi Paesi e dalle potenzialità di sviluppo delle relazioni culturali e commerciali tra l’Italia e questo Continente.

* Fabio Porta è sociologo e coordinatore generale in Brasile ell’UIL - Unione Italiana del Lavoro – www.fabioporta.com