A Imagem de Francisco: Da Idade Média ao Século XX
Oito séculos de fé e arte. Em Arezzo, a grande mostra "L'Imagine di Francesco".
A extraordinária exposição "A Imagem de Francisco – Da Idade Média ao Século XX" foi oficialmente inaugurada, uma jornada artística e espiritual que permanecerá aberta ao público, até 10 de janeiro de 2027, em Arezzo, na Itália. Patrocinada pela Prefeitura de Arezzo e pela Fondazione CR Firenze, em conjunto com a Fondazione Guido d'Arezzo, a exposição representa um momento crucial nas comemorações do oitavo centenário da morte de São Francisco.
A exposição destaca como a figura do Pobrezinho de Assis revolucionou não apenas a espiritualidade, mas também a iconografia ocidental como um todo, inspirando gerações de artistas do século XIII ao século XX.
A Exposição e as Obras-Primas
A exposição, com curadoria de Cristina Acidini e comitê científico liderado por Carlo Sisi, apresenta cerca de 70 obras de importantes coleções. O percurso artístico traça a evolução figurativa do Santo desde exemplos do século XIII, como o painel de Margarito d'Arezzo, até os mestres do século XX, incluindo obras de Botticelli, Beato Angelico, Vasari, Carracci, Guercino e Luca Giordano.
A evolução da iconografia do Santo está dividida cronologicamente:
Idade Média e Origens: Os primeiros painéis, como os de Margarito d'Arezzo ou do Mestre de Figline, apresentam um Francisco hierático, caracterizado pelos sinais inconfundíveis do hábito, do cordão e das chagas, com foco na narração de milagres.
Renascimento: A figura do Santo se humaniza e é povoada por obras-primas. Entre os nomes de destaque na exposição estão Beato Angelico, Sandro Botticelli e Giorgio Vasari.
Barroco e Contrarreforma: O misticismo assume o protagonismo. São Francisco é retratado em profundo êxtase ou envolto na gloriosa e teatral paisagem do Paraíso, como na tela de Luca Giordano.
A Era Moderna e o Século XX: Um foco especial é dado às comemorações do centenário anterior (1926) e às obras de Duilio Cambellotti, que reinterpretou o santo através de esplêndidas pinturas a têmpera e vitrais.
A exposição destaca três pilares principais:
Respeito pela Criação: Francisco como precursor da ecologia e da proteção da natureza como bem comum.
Escolha da Pobreza: Um desafio ético em uma era dominada pelo consumo e pela acumulação.
Paz e Diálogo: O valor da reconciliação em contextos históricos (passados e presentes) marcados por conflitos.
O evento destaca a ressonância duradoura dos temas franciscanos no contexto cultural da região de Arezzo.
Informações úteis para a sua visita:
A Imagem de Francisco – Da Idade Média ao Século XX
Até 10 de janeiro de 2027
Galeria de Arte Moderna e Contemporânea e antiga Igreja de Santo Inácio, Arezzo.
Nicoletta Curradi
ncurradi63@gmail.com
Otto secoli di fede e arte: ad Arezzo la grande mostra “L'immagine di Francesco”
Ha aperto ufficialmente i battenti la straordinaria esposizione “L'immagine di Francesco – Dal Medioevo al Novecento”, un viaggio artistico e spirituale che rimarrà accessibile al pubblico fino al 10 gennaio 2027. Promossa dal Comune di Arezzo e dalla Fondazione CR Firenze, insieme alla Fondazione Guido d'Arezzo, la mostra rappresenta uno dei momenti centrali delle celebrazioni per l’ottavo centenario della morte di San Francesco.
Il percorso espositivo mette in luce come la figura del Poverello d’Assisi abbia rivoluzionato non solo la spiritualità, ma anche l’intera iconografia occidentale, parlando a generazioni di artisti dal XIII al XX secolo.
Il percorso e i capolavori
L'esposizione, curata da Cristina Acidini con un comitato scientifico guidato da Carlo Sisi, presenta circa 70 opere provenienti da importanti collezioni. L'itinerario artistico ripercorre l'evoluzione figurativa del Santo dalle testimonianze duecentesche, come la tavola di Margarito d'Arezzo, fino ai maestri del Novecento, includendo lavori di Botticelli, Beato Angelico, Vasari, Carracci, Guercino e Luca Giordano.
L'evoluzione dell'iconografia del Santo viene scandita cronologicamente:
Il Medioevo e le origini: Le prime tavole come quelle di Margarito d'Arezzo o del Maestro di Figline presentano un Francesco ieratico, caratterizzato dai segni inequivocabili del saio, del cordone e delle piaghe, focalizzandosi sulla narrazione dei miracoli.
Il Rinascimento: La figura del Santo si umanizza e si popola di capolavori. Tra i nomi di spicco in mostra figurano Beato Angelico, Sandro Botticelli e Giorgio Vasari.
Il Barocco e la Controriforma: Il misticismo diventa protagonista. San Francesco viene ritratto in estasi profonda o avvolto dalle gloriose e teatrali scenografie del Paradiso come nella tela di Luca Giordano.
L'epoca moderna e il Novecento: Un focus speciale è dedicato alle celebrazioni del precedente centenario (1926) e ai lavori di Duilio Cambellotti, che reinterpretò il Santo attraverso splendide tempere e vetrate.
La mostra evidenzia tre grandi pilastri:
Rispetto del creato: Francesco come precursore dell'ecologia e della tutela della natura come bene comune.
Scelta della povertà: Una provocazione etica in un'epoca dominata dal consumo e dall'accumulo.
Pace e dialogo: Il valore della riconciliazione in contesti storici (passati e presenti) segnati dai conflitti
L'evento valorizza la perdurante risonanza dei temi francescani nel contesto culturale del territorio aretino.
Info utili per la visita:
L'immagine di Francesco – Dal Medioevo al Novecento
Fino al 10 gennaio 2027
Galleria d'Arte Moderna e Contemporanea e ex Chiesa di Sant'Ignazio, Arezzo.
Nicoletta Curradi
ncurradi63@gmail.com
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