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Padres são presos por celebrar missa durante quarentena

Em meio à quarentena da pandemia de coronavírus, nos últimos dias, pelo menos quatro  padres, três freiras e dois seminaristas foram presos por realizar missas, com a alegação de terem desafiado as ordens dos governos locais. 

Em Uganda, o padre Deogratius Kiibi Kateregga foi preso, em 29 de março, por celebrar a missa na paróquia de São José, em Mpigi. Pelo menos 15 católicos participaram da Eucaristia. Autoridades locais disseram que o padre foi preso junto com outros sete católicos e foi transferido para a delegacia de Mpigi. "Ele foi encontrado pregando na igreja, em oposição às ordens do presidente", disse o comandante da polícia distrital de Mpigi Herbert Nuwagaba. O padre foi libertado depois de protestos de populares na delegacia, informou a mídia local.

Em 18 de março, o presidente do Uganda, Yoweri Museveni, suspendeu as reuniões religiosas e culturais, por pelo menos 32 dias, na tentativa de impedir a propagação do COVID-19. Atualmente, Uganda tem apenas 33 casos de infecção de coronavírus, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS). A população de Uganda, 42,86 milhões de pessoas (2017)

No estado de Querala, na Índia, dois padres, dois seminaristas e três freiras foram acusados e presos por "violar ordens do governo", após celebrar a missa em uma capela do seminário menor da Congregação de Missionários da Fé no distrito de Wayanad de Querala. Todos os sete foram libertados, após a prisão, com um aviso para não repetir suas ações, de acordo com a UCA News.

O porta-voz da diocese de Mananthavady, P. Manoj Kakkonal, disse à UCA News que a prisão "parece ser um mal-entendido" porque a missa em questão foi realizada dentro da capela do seminário, onde residem os padres e seminaristas presos. A polícia teria sido chamada depois que os vizinhos viram as freiras chegarem à capela.

Também na Índia, outra prisão ocorreu em Querala, em 23 de março, quando o padre Paul Padayatti, da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Koodapuzha, celebrou uma missa com a presença de mais de 100 pessoas. As autoridades de Querala também indicaram que houve outros dois "incidentes", em que as autoridades emitiram avisos aos padres que celebravam missa.

Em 31 de março, a Índia relatou 1.071 casos de COVID-19 e 29 mortes relacionadas ao surto, de acordo com a OMS. A população da Índia, 1,339 bilhão pessoas (2017). (Redação www.oriundi.net com informações da Aciprensa)