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Ibravin e Ibraf firmam parceria para promover suco de uva no mercado interno e externo

Parceria contempla os estabelecimentos vinícolas que elaboram sucos de uva natural/integral nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Bahia

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) firmarão, no dia 28, em Bento Gonçalves/RS, uma parceria para a promoção de sucos de uva no mercado interno e externo. O Termo de Cooperação será assinado às 16h de terça-feira (28) no auditório do CIC (Centro da Indústria e Comércio) de Bento Gonçalves, na Alameda Fenavinho, 481. No evento que selará a união das entidades em favor do suco de uva, serão anunciadas as ações promocionais e técnicas previstas para o ano.

O trabalho em conjunto ocorreu a partir de um encontro, em São Paulo, no mês de maio, entre o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, a gerente do projeto Wines from Brazil, Andreia Gentilini Milan, e o gerente de Promoção e Marketing, Diego Bertolini, com o presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes, e com a gerente-executiva, Valeska de Oliveira. Ambas as instituições já desenvolvem ações conveniadas com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e outras instituições comuns, o que facilita a operacionalização de atividades conjuntas.

Segundo o presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes, a parceria que será firmada com o Ibravin é uma aliança estratégica para alinhar esforços conjuntos para o setor de suco de uva, potencializando as ações na correta identificação dos produtos, promoção, divulgação e integração. “Esta união também estabelece compartilhamento de esforços das entidades para realizar ações promocionais em diversos mercados, visto que o suco de uva faz parte do grupo de bebidas mais demandadas tanto no Brasil quanto no exterior”, ressalta.

Tendências de consumo

Paviani informa que a parceria abrange os estabelecimentos vinícolas que elaboram sucos de uva natural/integral nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Bahia. Apesar da produção atual ser quase que totalmente absorvida, o investimento no suco de uva pode auxiliar o setor vitivinícola na diminuição dos estoques de vinhos. “O aumento da demanda e preços de mercado mais atrativos poderão reverter parte da produção de vinho para a produção de suco de uva”, afirma Paviani.

O diretor-executivo do Ibravin lembra que, atualmente, a colocação dos vinhos de mesa no mercado nacional enfrenta problemas, havendo estoques na ordem de 350 milhões de litros. “A dificuldade no escoamento da produção ameaça a sobrevivência de algumas vinícolas”, alerta Paviani, acrescentando que o aumento do mercado para o suco de uva, com melhor remuneração aos produtores, pode trazer uma alternativa aos viticultores.

“Enquanto a venda de vinho fino e de mesa tem recuado nos últimos anos, a comercialização de suco de uva duplicou, atingindo um crescimento de 117% nos últimos cinco anos”, observa Paviani. Outro fator favorável ao suco de uva é a vigência da Lei Seca no Brasil, que forçou os motoristas a procurarem uma alternativa ao vinho e às bebidas alcoólicas.

O suco de uva integral, elaborado sem adição de açúcar ou água, ainda traz inúmeros benefícios aos consumidores. “Queremos mostrar o diferencial do suco de uva natural/integral, principalmente em relação à saúde das pessoas”, explica o gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. Ele lembra que enquanto o suco de uva é 100% natural, os seus assemelhados, geralmente chamados de néctar de uva, recebem apenas um percentual (até 30%) de suco concentrado, que é diluído e adoçado. “Para elaborar um quilo de suco integral, é necessário cerca de 1,5 quilo de uva”, informa.

Mercado externo

A gerente de Promoção Comercial do Projeto Wines From Brazil (WFB), parceria da Apex-Brasil e do IBravin, Andreia Gentilini Milan, relata que o Brasil exporta suco de uva concentrado principalmente para os Estados Unidos e Taiwan. “O objetivo da parceria com o Ibraf é exportar suco de uva natural/integral pronto para beber, atendendo a um apelo dos consumidores e trazendo maior valor agregado às empresas”, enfatiza Andreia.

Alguns países apresentam grande potencial de consumo de frutas e do suco de uva, como China, Hong Kong, Índia e, recentemente, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, mostrando interesse pelo produto brasileiro.