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Ambiguidade e incerteza do governo ameaçam inviabilizar o acordo UE-MERCOSUL

Por Fabio Porta

A contínua procrastinação do governo italiano ameaça inviabilizar permanentemente o maior acordo comercial da história, aguardado há mais de 25 anos: o acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul, que teria a Itália como a maior beneficiária, com um superávit de exportação de quase 10 bilhões de euros.

Dizer, como afirmou o Primeiro-Ministro na Câmara dos Deputados, que "assinar o acordo ainda é prematuro" alinha, na prática, a Itália a uma minoria de bloqueio capaz de inviabilizar — talvez permanentemente — uma negociação extremamente delicada, além de comprometer futuros acordos.

O governo deve resolver sua ambiguidade e defender no Conselho Europeu a resolução aprovada ontem pelo Parlamento Europeu, resolução que fortalece os mecanismos de salvaguarda já previstos no acordo, juntamente com proteções para o setor agrícola, monitoramento e reciprocidade.

Caso contrário, o presidente Meloni assumirá a responsabilidade histórica de bloquear o andamento de um projeto que serve não apenas aos interesses do país, mas também aos de suas comunidades históricas e profundamente enraizadas na Argentina, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai, desferindo mais um duro golpe na credibilidade do país em todo o mundo.

Fabio Porta é deputado italiano do Partido Democrático, eleito na América do Sul; é Vice-presidente da Comissão Permanente sobre os Italianos no Mundo da Câmara dos Deputados da Itália.

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Porta (PD): Ambiguità e incertezze del governo rischiano di fare saltare l’accordo UE-MERCOSUR

DI Fabio Porta

Il continuo temporeggiare del governo italiano rischia di fare saltare definitivamente il più grande accordo commerciale della storia, atteso da oltre venticinque anni: l’accordo tra l’Unione Europea e i Paesi del Mercosur che vedrebbe il Sistema Italia come il maggiore beneficiario con un surplus di quasi dieci miliardi di euro del suo export.

Dire, come ha dichiarato in aula a Montecitorio la Presidente del Consiglio, che “firmare l’accordo sia ancora prematuro” allinea di fatto l’Italia ad una minoranza di blocco in grado di fare saltare - forse definitivamente - un negoziato delicatissimo oltre che di compromettere gli accordi futuri.

Il governo esca dall’ambiguità e difenda in Consiglio europeo quanto votato ieri dal Parlamento europeo, una risoluzione che rafforza i meccanismi di salvaguardia già previsti dall’accordo insieme alle protezioni del settore agricolo al monitoraggio e alla reciprocità.

In caso contrario la Presidente Meloni si assumerà la responsabilità storica di bloccare l’iter di un progetto che risponde non solo agli interessi del Paese ma anche delle sue storiche e radicate comunità in Argentina, Brasile, Uruguay e Paraguay, dando un altro duro colpo alla credibilità del Paese nel mondo.

Fabio Porta è deputato italiano del Partito Democratico, eletto in Sud America; è Vice Presidente del Comitato Permanete sugli Italiani nel Mondo della Camera dei Deputati.

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