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Pompéia: De antiga cidade romana a museu a céu aberto

Pompéia, na região da Campania, no sul da Itália, distante 25 km de Nápoles, é Patrimônio Mundial da UNESCO. É o segundo ponto turístico mais visitado da Itália, com cerca de 3.400.000 visitas ao ano – fica atrás somente do Coliseu, em Roma. A colocação é justíssima, pois a paisagem que se observa das ruínas da antiga cidade romana é absolutamente magnífica, de tirar o fôlego.  

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Os primeiros habitantes

A cidade, de origem oscana, era dominada por várias populações diferentes. Após a Guerra Social (91-88 aC), Pompéia foi elevada à categoria de colônia, com o nome de  Cornelia Venera Pompeiana. Em 62 dC, foi parcialmente destruída por um terremoto e, como sua reconstrução ainda estava em andamento, em 24 de agosto de 79 dC, a erupção do Vesúvio cobriu a cidade e suas vilas suburbanas com uma espessa camada de pedras, cinzas e  lapillos. (lava espessa e vítrea). 

Pompéia (Pompeii, em latim) foi fundada pelos oscos, povo indo-europeu do sul da península Itálica. No século VIII a.C. viveu sob o domínio dos gregos, tendo sido ocupada pelos etruscos, um século mais tarde. Tornou-se colônia de Roma, ao participar da Guerra Social (91–88 a.C.), conflito militar entre a República Romana e cidades aliadas na península Itálica. Devido ao seu clima saudável e paisagem agradável, Pompéia transformou-se em uma estância de férias para os romanos ricos.

A erupção

Na época da erupção, a cidade contava com aproximadamente 20.000 habitantes, já habituados a tremores de terra de pequena intensidade. Em 5 de fevereiro de 62, um forte terremoto com intensidade de 5 ou 6 na escala Richter atingiu  a cidade, destruindo-a parcialmente. Nesta ocasião, um número expressivo de moradores teria se mudado para outros territórios do Império Romano, enquanto outros permaneceram, dando início à tarefa de superar os saques, fome e destruição, enquanto tentavam reconstruir a cidade.

Em 24 de agosto de 79, a violenta erupção do Vesúvio cobriu a cidade de Pompéia por doze diferentes camadas de fragmentos vulcânicos que caíram durante seis horas e totalizaram 25 metros de profundidade.

Estudos recentes indicam que o calor foi a principal causa de morte e não, como  anteriormente se supunha, as cinzas e a sufocação. Os resultados demonstram que a exposição ao calor de pelo menos 250 °C a uma distância de 10 quilômetros da erupção foi suficiente para causar morte instantânea, mesmo daqueles abrigados em construções. 

Plínio, o Jovem foi testemunha ocular da erupção do Vesúvio e forneceu um relato do que viu, a partir da sua posição em Miseno, uma fração do município de Bacoli, do outro lado do golfo de Nápoles, num texto escrito 25 anos após o evento. 

A experiência, provavelmente, também ficou gravada em sua memória devido à perda de seu tio, Plínio, o Velho, que morreu enquanto tentava resgatar vítimas isoladas; como almirante da armada, ele havia ordenado que os navios da Marinha Imperial atracados em Miseno atravessassem o golfo para auxiliar nas tentativas de evacuação. 

As primeiras escavações

A primeira iniciativa de escavar os restos da antiga cidade teria partido durante o reinado do imperador romano Alexandre Severo (208 – 235). Porém, os trabalhos não obtiveram sucesso, devido à espessura do manto de cinzas e da grande quantidade de fragmentos de lava.

Em 1553, o Conde de Sarno, Muzio Tuttavilla, comprou o feudo de Torre Annunziata e para alimentar os moinhos locais decidiu construir um canal usando as águas do Rio Sarno. Entre 1594 e 1600, durante a construção do canal, foram encontrados restos de edifícios, moedas e inscrições, mas não foi entendido que se tratava da antiga cidade romana. Após o terremoto de 1631, com uma nova erupção do Vesúvio, os trabalhos foram, mais uma vez, abandonados.

Após a descoberta da antiga Herculaneum e seus artefatos, a dinastia Bourbon queria aumentar o seu patrimônio artístico com o objetivo de dar mais prestígio à família real. Assim foi em 23 de março 1748 o engenheiro Roque Joaquín de Alcubierre abriu no local a primeira área de escavações. Anos depois, em 1754, foi dado início às escavações em Pompéia.



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